ATAS DO V ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS
 

SESSÃO DE COMUNICAÇÕES ORAIS

ÁREA TEMÁTICA: LINGUAGEM, COGNIÇÃO E ENSINO DE CIÊNCIAS

 

 

A CONSTRUÇÃO DE CONCEITOS MATEMÁTICOS E CIENTÍFICOS A PARTIR DE UM CONTEXTO EXPERIMENTAL TENDO A LINGUAGEM GRÁFICA COMO RECURSO INTERPRETATIVO DO FENÔMENO NUMA ABORDAGEM SEMIÓTICA
Selma Rosana Santiago Manechine e Ana Maria de Andrade Caldeira
selma.manechine@gmail.com

O presente trabalho objetvou avaliar como os alunos construíram interpretantes matemáticos e científicos, em nível lógico, a partir da elaboração e análise de gráficos de colunas tendo o contexto experimental com canteiro de plantas como elemento integrador.

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A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO BIOLÓGICO NAS SÉRIES INICIAIS: O PAPEL DAS INTERAÇÕES DISCURSIVAS EM SALA DE AULA
Rosangela dos Santos Ferreira e Alvaro Lorencini Junior
rosangelasantfer@aol.com

Esse estudo apresenta uma investigação realizada numa escola do município de Londrina do estado do Paraná, com alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental. O foco central da pesquisa foi identificar os elementos pedagógicos presentes nas interações discursivas nas aulas de Ciências que contribuem para a construção do conhecimento biológico. Os dados foram obtidos, por meio de transcrições discursivas entre o professor e o aluno e deste com o grupo de aprendizagem de aulas vídeo filmadas. Dentre os elementos identificados e analisados, podemos considerar que as diferentes formas de intervenção e interações discursivas promovidas proporcionaram a criação de ZDPs. Com base nos resultados, podemos considerar que os conhecimentos prévios são ativados para a construção de um conhecimento mais aproximado do científico. O desenvolvimento da aula constrói um contexto favorável para as intervenções tanto do professor como dos alunos, de tal modo que as interações discursivas possibilitam a socialização do conhecimento. Palavras-chave: Interações discursivas - Construção do conhecimento – Grupo de aprendizagem

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A FORMAÇÃO DE CONCEITOS CIENTÍFICOS: REFLEXÕES A PARTIR DA PRODUÇÃO DE UMA COLEÇÃO DE LIVROS DIDÁTICOS
Orlando G. Aguiar Jr., Maria Emília Caixeta Castro Lima e Carmen Maria De Caro Martins
orlando@fae.ufmg.br

Este trabalho sistematiza reflexões que orientaram a produção de texto didático de ciências de modo a encorajar os estudantes a desenvolverem conceitos científicos fundamentais. Apoiamos-nos em Vygotsky e Bakhtin para afirmar nossa convicção de que os sentidos das palavras não se resolvem em glossários, mas de seu uso em contextos sociais. Apresentamos exemplos, extraídos do texto didático e a partir deles, sustentamos três ‘lições’ sobre o processo de formação de conceitos. A primeira delas é de que as definições constituem uma etapa tardia no desenvolvimento de conceitos. A segunda é de que o desenvolvimento de conceitos envolve o reconhecimento, pelos estudantes, dos contextos que demandam seu uso para o entendimento do mundo. A terceira lição é de que o processo de formação de conceitos científicos consiste no desenvolvimento de formas específicas de falar sobre e com o mundo, modos de dizer que carregam significados e relações com outros conceitos.

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A MATEMÁTICA NUMA AULA EXPERIMENTAL
Alex Bellucco do Carmo, Anna Maria Pessoa de Carvalho
bellucco@fe.usp.br

O presente trabalho – inspirado pela semiótica social – pretende verificar como as diferentes linguagens se articulam com a linguagem matemática, para construir os significados científicos em uma aula de laboratório diferente das convencionais. Utilizamos uma metodologia multimodal para analisar a discussão sobre as incertezas num gráfico a qual revelou importantes aspectos desta atividade.

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ANÁLISE DE UM EPISÓDIO DE ENSINO ENVOLVENDO O USO DE UM TEXTO PARADIDÁTICO EM AULAS DE FÍSICA EM UMA SALA DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
Alice Assis e Odete Pacubi Baierl Teixeira
assis_alice@yahoo.com.br

Este trabalho trata da análise do uso de um texto paradidático, intitulado “Nosso Universo”, em aulas de Física em uma sala de educação para jovens e adultos, com o objetivo de avaliar as relações dialógicas entre professor e alunos, mediadas pela utilização do referido texto. Assim, o objeto de análise deste trabalho corresponde ao discurso do professor enquanto mediador da interação entre aluno-texto e o discurso do aluno enquanto participante de um espaço dialógico de ensino-aprendizagem. Desse modo, foram elaboradas duas categorias de análise que visam à compreensão das características das argumentações discentes e da intervenção docente acerca da interação entre professor, alunos e texto, provenientes desse contexto específico de sala de aula. O presente trabalho corresponde a um estudo de caso por ser delimitado à análise de um único e específico objeto de estudo, realizado dentro de uma abordagem qualitativa.

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ANALOGIAS E METÁFORAS NA EDUCAÇÃO AFETIVO-SEXUAL
Ronaldo Luiz Nagem; Silvia Eugênia do Amaral
nagem@twi.com.br;seamaral2000@yahoo.com.br

Esse estudo discute duas questões relativas à educação sexual e as analogias e metáforas como recursos de pesquisa e ensino nessa área. A primeira é sobre a questão da construção da identidade de gênero no Brasil a partir das analogias oriundas das denominações populares (ou metafóricas) dos termos: genitais masculinos, genitais femininos e intercurso sexual; A segunda compara as correntes metodológicas da Educação Afetivo-Sexual de ATUCHA (apud YAÑES 1991) com a teoria das Metáforas Conceituais de LAKOFF & JOHNSON (2002). Os resultados apontam algumas considerações sobre o envolvimento dessas analogias e metáforas na educação sexual e sugerem o uso metodológico das mesmas como ferramentas educacionais, permitindo a revisão de conceitos, comportamentos e crenças morais, contribuindo com a desconstrução de mitos, ideologias discriminadoras e tabus..

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ANALOGIAS E METÁFORAS NO ENSINO DE BIOLOGIA: A ÁRVORE DA VIDA NOS LIVROS DIDÁTICOS
Ronaldo Luiz Nagem e Maria de Fátima Marcelos
fatimamarcelos@yahoo.com.br

O objetivo desse trabalho é analisar como a analogia da “Árvore da Vida”, desenvolvida por Charles Darwin na obra A Origem das Espécies, é abordada em alguns dos livros didáticos de Biologia utilizados atualmente no Brasil. Faz uma breve explanação sobre o uso de analogias e metáforas no ensino e do seu papel como recurso cognitivo, com destaque para os estudos sobre seus usos em livros didáticos. Descreve e analisa a “árvore” de Darwin (2004), comparando-a com a forma como aparece no material pesquisado. Foram analisados textos, exercícios e ilustrações em 07 livros de Biologia para alunos de 15 a 17 anos. A pesquisa indica uma abordagem não sistemática dessa analogia e, ao mesmo tempo, mostra pouca semelhança entre a árvore da vida original e as apresentadas no material estudado. Propõe ainda cautela ao se trabalhar com analogias em livros didáticos, para evitar o desenvolvimento de obstáculos epistemológicos.

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APLICAÇÃO DA LINGÜÍSTICA TEXTUAL COMO METODOLOGIA DE ANÁLISE DO DISCURSO EM PESQUISA EM EDUCAÇÃO
Francisco Amancio C. Mendes, Cristiano Rodrigues de Mattos
profkiko2@yahoo.com.br

Este trabalho visa apresentar uma metodologia para análise de dados de pesquisa em educação baseada na análise do discurso, balizada pela lingüística textual. O discurso dos agentes participantes são considerados em suas múltiplas vozes, nas construções frásicas e nos intertextos produzidos em suas interações dialógicas. Esta metodologia já foi aplicada com sucesso (MENDES, 2004) no uso de dados obtidos em discussões realizadas em chats. A análise do discurso dos educandos e dos professores nos leva a um melhor entendimento e compreensão da sua fala, da sua “voz”, ou seja, do seu estado cognitivo, permitindo uma avaliação preliminar dos níveis de desenvolvimento real/potencial, ou seja, da zona de desenvolvimento imediato (VIGOTSKI, 1998). Palavras-chave: Lingüística textual, Ensino-Aprendizagem, chat, Interação, Discurso.

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AS “VOZES” QUE CONSTITUEM OS DISCURSOS DE PROFESSORES DE FÍSICA DO RIO DE JANEIRO SOBRE O LABORATÓRIO DIDÁTICO
Saionara Moreira Alves das Chagas, Isabel Martins
saionarachagas@yahoo.com.br

Este trabalho discute se e como as vozes de pesquisadores em ensino de física atravessam as enunciações de um grupo de professores de física entrevistados acerca de suas experiências no/com o laboratório didático, utilizando como categorias de análise, alguns casos da polifonia de Ducrot , Maingeneau e Authier- Revuz para a heterogeneidade mostrada. São eles: subentendidos, negação polêmica, uso de conjunções adversativas, ironia, discurso relatado direto e discurso indireto. Além disso, verificamos a presença de intertextos nas enunciações dos professores, que evidenciam o uso de “já-ditos” dos pesquisadores em ensino de física. As análises revelam apropriações de conceitos, opiniões acerca de sugestões e abordagens presentes na literatura e posicionamentos em relação ao sentido das atividades prático-experimental em aulas de física, contribuindo com elementos para uma discussão acerca das implicações didáticas da pesquisa em ensino de física.

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AS CONCEPÇÕES PEDAGÓGICAS DE CIÊNCIA DE LICENCIANDOS EM FÍSICA E AS SUAS RELAÇÕES COM A FORMAÇÃO DO SUJEITO PROPOSTA PELAS DIRETRIZES DOS PCNS DO ENSINO MÉDIO
Rodrigo Drumond Vieira; Carlos Eduardo Porto Villani; Silvania Sousa do Nascimento
rodrigo_vdrumond@yahoo.com.br

Este trabalho buscou compreender as relações entre as concepções pedagógicas de ciência e práticas docentes e focalizou-se em licenciandos em Física, freqüentes na disciplina Prática de Ensino II. Primeiramente, as concepções pedagógicas de ciência dos licenciandos foram sondadas no início da disciplina de maneira a verificar a sua compatibilidade com as diretrizes dos PCNs. Numa segunda etapa, foi escolhido dentre o grupo pesquisado um licenciando com a concepção pedagógica de ciência mais compatível com as orientações dos PCNs. Analisamos um episódio de ensino desse licenciando gravado em vídeo no qual verificamos, por meio de uma estrutura de análise de interações discursivas (MORTIMER & SCOTT, 2003), como a concepção sondada se relaciona com alguns elementos presentes na prática docente. Por fim, verificamos que essa prática contribuiu para a formação de alunos do Ensino Médio em concordância com as diretrizes de formação cidadã propostas pelos PCNs. Palavras-chave: PCNs, concepções pedagógicas de ciência, interações discursivas.

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AS INTERAÇÕES DISCURSIVAS NA CONSTRUÇÃO DE CONCEITOS CIENTÍFICOS.
Ana Cristina Cristo Vizeu Lima, Sheila Costa Vilhena Pinheiro, Paulo José Pinho dos Santos e Luciana Campos Neri
crisvizeu@uol.com.br

Neste artigo apresentamos a análise de discursos em aulas diferenciadas de ciências sobre ‘atmosfera’, em que a professora se propõe utilizar a construção compartilhada do conhecimento, partindo das concepções prévias dos alunos e das trocas de idéias entre alunos e professora. Nossa intenção é aprimorar e depurar nosso olhar reflexivo sobre nossas ações docentes em busca de tornar cada vez mais correspondentes nossas ações implementadas a nossas intenções pretendidas e, além disso, contribuir com as pesquisas sobre as interações discursivas em busca de práticas que sirvam de referência de estratégias significativas para a construção de conceitos científicos.

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ASPECTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS DA ANÁLISE DAS DINÂMICAS DISCURSIVAS DAS SALAS DE AULA DE CIÊNCIAS
Adjane da Costa Tourinho e Silva; Eduardo Fleury Mortimer
adtourinho@terra.com.br

Este artigo apresenta uma discussão teórico-metodológica para análise das dinâmicas discursivas de salas de aulas de ciências, a qual faz uso de um esquema analítico proposto por Mortimer e Scott (2003) e de um software (videograph) para codificação de dados de vídeo. A metodologia aqui proposta tem sido utilizada e desenvolvida em uma pesquisa que, tomando os aportes da corrente sócio-histórica e seguindo a lógica da etnografia interacional, pretende caracterizar e contrastar as dinâmicas discursivas de duas salas de aula de química com diferentes professores, buscando estabelecer possíveis relações entre tais dinâmicas e a aprendizagem dos alunos

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ATIVIDADES PROMOTORAS DE ARGUMENTAÇÃO NAS SÉRIES INICIAIS: O QUE FAZEM OS PROFESSORES?
Francimar Martins Teixeira
fmtm@terra.com.br

Apresentamos estudo de caso pautado em observação de situação naturalista, isto é sem a preparação prévia de uma atividade pela pesquisadora, sobre quais são as características das atividades desenvolvidas em aulas de ciências, para uma quarta série do ensino fundamental, que estimulam a produção de argumentos. Duas questões norteiam a investigação: os professores das séries iniciais fazem nas aulas de ciências atividades que desenvolvem a argumentação? Se fazem, quais são essas atividades?. Responderemos a ambas as questões conduzindo microanálise das ações, metas e ferramentas utilizadas em atividades elaboradas e executadas pela própria professora, regente da sala de aula investigada. Nossa meta maior é identificar o que é típico nas atividades propostas pelos professores das séries iniciais que propiciam a argumentação.

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CASOS INVESTIGATIVOS COMO ESTRATÉGIA PARA O DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES COGNITIVAS E DE CAPACIDADE DE TOMADA DE DECISÃO DE ALUNOS DE GRADUAÇÃO EM QUÍMICA
Luciana Passos Sá e Salete Linhares Queiroz
lucianasa@iqsc.usp.br

A maioria das aulas de química é ministrada no formato de aula expositiva. Embora este formato seja conveniente para a apresentação de conteúdos extensos, coloca o aluno em uma posição passiva. Este trabalho descreve o uso do método de estudo de casos em uma disciplina ministrada no primeiro ano de um curso de graduação em química. O método favoreceu a interação dos alunos em pequenos grupos, que foram formados em uma sala de aula numerosa, e visou o desenvolvimento de habilidades cognitivas e de capacidade de tomada de decisão. A avaliação dos alunos a respeito do método foi positiva e sugeriu a sua utilidade e aplicação futura.

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CONCEPÇÕES DE CIÊNCIA NA LITERATURA INFANTIL BRASILEIRA: CONHECER PARA EXPLORAR POSSIBILIDADES
Antônia Aurélio Pinto, Paulo César de Almeida Raboni
toninhaap@uol.com.br

O presente projeto toma como objeto de estudo conceitos científicos e concepções de ciência presentes na literatura infantil brasileira, disponível aos alunos de 3a e 4a séries das escolas públicas de Presidente Prudente – SP. De todos os lugares onde a leitura pode ser incentivada e ocorrer, sistematicamente ou não, a escola reúne particularidades que merecem, a nosso ver, um destaque especial. A aprendizagem de conceitos científicos pela criança e o desenvolvimento de concepções sobre ciência e cientista, não ocorre exclusivamente na escola, mas também de outras fontes como televisão, gibis, revistas infantis e literatura infantil. Nessa pesquisa buscamos conhecer um pouco mais sobre a leitura feita pelas crianças nas escolas, focalizando a literatura infantil que trata de temas científicos, e a partir desse conhecimento, reunir elementos que permitam um uso efetivo desse gênero literário para estimular o interesse e dar suporte à aprendizagem em ciências naturais na escola.

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CONTRIBUIÇÕES DA LEITURA DE UM TEXTO DE BRUNO LATOUR E STEVE WOOLGAR SOBRE A VIDA DE LABORATÓRIO POR GRADUANDOS EM QUÍMICA
Dulcimeire Aparecida Volante Zanon: Maria José P. M. de Almeida; Salete Linhares Queiroz
cdzanon@uol.com.br

Esta apresentação visa contribuir para o debate sobre a leitura de texto em sala de aula considerando as reflexões advindas do texto de Bruno Latour e Steve Woolgar referente à visita de um antropólogo ao laboratório. De acordo com Orlandi (1988), o aluno deve ter o controle dos mecanismos com os quais está lidando quando escreve, isto é, do processo discursivo (ele escreve a partir de determinada perspectiva) e dos processos textuais (como ele codifica, maneja os elementos de coesão e fabrica a unidade de seu texto). A disciplina “Comunicação e Expressão em Linguagem Científica I” do IQSC-USP foi o lócus de realização da atividade. Fragmentos de discursos dos alunos obtidos antes da leitura indicam, aparentemente, que eles têm uma imagem desfocada do papel do cientista e das inscrições literárias. Depois da leitura, há indícios de que começam a perceber as limitações de seus conhecimentos sobre o cientista pesquisador.

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DISCURSOS DO PROFESSOR NA APRENDIZAGEM DE FÍSICA
Alberto Villani e Lizete Orquiza de Carvalho
avillani@if.usp.br

Nesse trabalho analisaremos parte das entrevistas didáticas com dois estudantes do Ensino Médio sobre colisões em Mecânica. Após apresentar as categorias da análise, constituídas pelos discursos do professor e pelos patamares de aprendizagem, explicitaremos as sequências dos eventos que marcaram as entrevistas e mostraremos como as condições subjetivas e a relação com o conhecimento e com a entrevistadora jogaram um papel importante no desenvolvimento do processo de busca e na conseqüente produção de modelos mentais dos estudantes. Simultaneamente apontaremos como o próprio discurso da entrevistadora constituiu um exemplo interessante de mistura de diferentes posições em relação ao conhecimento e tornou-se uma das influencias mais significativas para a criação dessas condições. Concluiremos com algumas considerações mais gerais sobre as tarefas do professor ao monitorar a produção de modelos mentais por parte dos alunos

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ESTUDO DO PROCESSO DE ATRIBUIÇÃO DE SIGNIFICADOS SOBRE OS SERES VIVOS POR CRIANÇAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL A PARTIR DOS DESENHOS E FALAS PRODUZIDOS PARA REPRESENTAR PEQUENOS ANIMAIS DURANTE O DESENVOLVIMENTO DE UM PROJETO NA CRECHE OESTE
Celi Rodrigues Chaves Dominguez; Silvia Luzia Frateschi Trivelato
celidom@terra.com.br

O objetivo desta investigação é compreender como as crianças pequenas constroem significados sobre os seres vivos em situações em que as interações entre elas e os conhecimentos socialmente construídos acerca deste assunto são mediadas por adultos. Acompanhamos, na Creche Oeste, crianças de 4 anos durante o desenvolvimento do projeto “Pequenos Animais”. Coletamos desenhos e gravamos as falas de quatro crianças que conversaram entre si durante a realização de suas produções. Estes dados estão sendo analisados a partir do referencial de Vygotsky e estamos identificando evidências das negociações de sentido que apareceram na interação e procurando compreender seu papel na atribuição de significados sobre os seres vivos.

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INVESTIGANDO A CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTO CIENTÍFICO EM SALA DE AULA POR MEIO DA ANÁLISE DE PROCESSOS DE ENCULTURAÇÃO: CONTRIBUIÇÕES PARA A PESQUISA
Daniela Lopes Scarpa e Silvia Luzia Frateschi Trivelato
dlscarpa@usp.br

As pesquisas sobre ensino e aprendizagem de ciências têm se voltado, cada vez mais, para os aspectos da construção de significados a partir de contextos sociais, privilegiando as maneiras pelas quais as explicações são construídas e compartilhadas no âmbito da sala de aula de ciências. Considerando que os estudantes precisam tomar consciência do papel que a linguagem e os modos de produção específicos de uma determinada área de conhecimento assumem, e considerando também a concepção de Ciência como uma forma de cultura, o presente trabalho pretende apresentar uma revisão bibliográfica, buscando relacionar conceitos e instrumentos que possam fornecer suporte teórico-metodológico em investigações que tomam como objeto de pesquisa as relações existentes entre a cultura científica, a cultura escolar e a construção de significados em salas de aula de ciências. Palavras-chave: enculturação, construção de significados, cultura científica, linguagem, análise do discurso.

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MEDIAÇÕES POSSÍVEIS NUMA LEITURA COLETIVA PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS E AMBIENTE NO ENSINO FUNDAMENTAL
Carla Giulia Corsi Moreira Giraldelli e Maria José P. M. de Almeida
c980762@dac.unicamp.br

Analisamos o funcionamento de um texto de literatura infantil, como mediador, no ensino de ciências naturais para crianças de 9 a 10 anos de idade de uma escola pública. A leitura coletiva do texto narrativo foi proposta com o intuito de incentivar a curiosidade dos estudantes e contribuir para a construção de concepções de ciências naturais e ambiente de maneira prazerosa. A atividade possibilitou mediações criança-criança, criança-professora e criança-pesquisadora, além de desempenhar um papel importante enquanto instigadora de um conhecimento sistemático abstrato.

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O DIÁLOGO COMO INSTRUMENTO DE PERCEPÇÃO DOS PROBLEMAS DE SAÚDE ENTRE MORADORES DE PIRAPORA DO BOM JESUS-SP.
Maria Angélica Costa, IOC/FIOCRUZ; Maria da Conceição Almeida Barbosa-Lima, I.F. UERJ e IOC/FIOCRUZ; Isabela Cabral Felix de Sousa, EPSJV/FIOCRUZ;
angelica@ioc.fiocruz.br

Este artigo procura identificar através do diálogo entre os moradores de Pirapora do Bom Jesus – SP, os problemas de saúde por eles percebidos, decorrentes da poluição do rio Tietê. A técnica utilizada para a coleta de dados foi a de grupo focal, do qual participaram 16 moradores do município, sendo 14 mulheres e 2 homens, residentes às margens do rio. O estudo pretende contribuir com a discussão e reflexão do papel do outro na relação dialógica, na percepção que essas pessoas têm dos seus problemas de saúde e na afirmação desses sujeitos como seres históricos e sociais. Outra possível contribuição deste trabalho está na oportunidade de coletar informações sobre um determinado assunto, a partir do diálogo e debate com e entre os participantes, método este que pode ser utilizado em comunidades, serviços de saúde e escolas. Nestas últimas, é possível aplicá-lo em várias disciplinas com públicos-alvo de alunos e professores. Palavras-Chave: Diálogo, Percepção e Sujeito.

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O LUGAR DO TEXTO DE CIÊNCIAS NA COMPOSIÇÃO DO ACERVO BIBLIOGRÁFICO DAS SALAS DE LEITURA DAS ESCOLAS MUNICIPAIS DO RIO DE JANEIRO
Giuliana Diettrich Carvalho Pimentel
giudiettrich@yahoo.com.br

As Salas de Leitura são espaços presentes nas escolas municipais do Rio de Janeiro onde se busca viabilizar a apropriação crítica de diferentes textos presentes em livros, revistas, jornais, vídeos etc. Este trabalho descreve uma pesquisa exploratória no banco de dados do 1º Censo de Sala de Leitura que teve como objetivo caracterizar o acervo bibliográfico registrado e identificar a proporção de títulos sobre ciência e saúde. Os resultados indicaram que a opção pela utilização da classificação decimal de Dewey para organizar o acervo das Salas de Leitura não confere visibilidade aos textos de ciências e saúde e caracteriza a incidência de textos dessa natureza como inexpressiva se comparada com os demais assuntos.

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PASSAGENS HÍBRIDAS... SIGNIFICADOS CULTURAIS E BIOLÓGICOS PARTILHADOS NA LITERATURA
Fabiana Aparecida de Carvalho
facalin@uel.br

A tessitura deste trabalho abarca a biologia como produção cultural e discute seus signifcados em passagens pela literatura de Monteiro Lobato. Traços biológicos (situados segundo Derrida) como tamanho, evolução, mundo biológico se hidridizam e se mesclam a outros significados e apontam relações e significações que se dão entre espaços – diferenças – dos múltiplos conhecimentos. Discute-se as relações de diferenças que se estabelecem entre a Literatura e Biologia - hibridizando-as - e a intensidade de narrativas que trazem traços de crenças, valores, interesses políticos no discurso científico e que são arrastados para a Literatura.

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PROCESSOS DE AUTORIA EM AULAS DE CIÊNCIAS NO ENSINO FUNDAMENTAL: UMA ANÁLISE DO DISCURSO DO PROFESSOR E DOS ALUNOS EM ATIVIDADES DE CONHECIMENTO FÍSICO
Marco Aurelio Alvarenga Monteiro. Odete Pacubi Baierl Teixeira, Daniella de Almeida Santos
maureliomonteiro@uol.com.br

Nosso trabalho visa discutir como o discurso do professor pode interferir na construção de argumentos por parte dos alunos, quando estes se encontram envolvidos com um problema experimental em aulas de ciências. Assim, buscamos compreender como professor e alunos se inter-relacionam num movimento discursivo para a estruturação de sentidos dos dados experimentais obtidos. Com essa preocupação, focamos nosso olhar nos processos de autoria dos discursos, tanto dos alunos quanto dos professores, nos episódios em que os atores do processo de ensino e de aprendizagem organizam suas falas a partir da interação que fazem do discurso do outro, mediados pela atividade experimental. Os dados de nossa pesquisa foram coletados numa aula de ciências para alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental, a partir de gravações em vídeo das atividades realizadas. As falas, tanto do professor, quanto dos alunos, devidamente transcritas constituem nosso corpus de análise.

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PROMOVENDO SINGULARIDADES ATRAVÉS DA MONITORIA DISCENTE NO ENSINO MÉDIO DE FÍSICA
Eraldo Rizzo de Oliveira e Yassuko Hosoume
eraldopj@bol.com.br

De que forma a trama do ensino pode dar um passo mais ousado, para além da inserção do educando na cultura, mas potencializando um espaço ativo de encontros mútuos e de auto-encontros? De que forma planejar isto tendo como foco o próprio conhecimento, em particular, o conhecimento científico? Questões como estas inspiraram o surgimento de um Projeto de Monitoria Discente no Ensino Médio de Física de num colégio confessional de São Paulo, como primeira resposta aos desafios de melhorar a qualidade da aproximação dos educandos ao conhecimento, assim como oferecer uma alternativa para as relações sociais que lá se delineavam, particularmente quanto às manifestações de segregações mútuas entre alunos com melhores desempenhos escolares e alunos com baixos rendimentos. Aquém dos imperativos metafísicos para a solidariedade, o modelo de Monitoria Discente pensado se fundamentou sobre a pilastra das negociações de interesses reais entre os educandos, tendo como “moeda”, o conhecimento.

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PROPOSTA METODOLÓGICA PARA ANÁLISE DA DINÂMICA DISCURSIVA EM SALA DE AULA
Edenia Maria Ribeiro do Amaral e Eduardo Fleury Mortimer
edsamaral@uol.com.br

Neste trabalho será apresentada uma metodologia de análise para a dinâmica discursiva da sala de aula, desenvolvida a partir de uma estrutura analítica proposta por Mortimer e Scott (2002, 2003) e da utilização do perfil conceitual (Mortimer 1995, 2000, 2001) como instrumento de caracterização da heterogeneidade das idéias na sala de aula. As diferentes zonas do perfil conceitual são utilizadas para identificar diferentes formas de pensar os conceitos, e o discurso produzido em sala de aula é estruturado a partir de três diferentes dimensões: o foco de ensino, a abordagem e as ações. Na metodologia são propostas a organização e sistematização dos dados coletados em sala de aula a partir de aspectos da etnografia interacional (Castanheira, 1998), que possibilitam uma melhor explicitação do contexto de produção do discurso. Ao final do trabalho são apresentados aspectos gerais implicados na aplicação da metodologia para um caso específico.

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RECONSTRUINDO ENTENDIMENTOS DE ENSINAR CIÊNCIAS:ESPAÇOS SÓCIO-CULTURAIS, NÃO-LINEARES, DE MÚLTIPLAS JANELAS EM AULAS DE GRADUAÇÃO
Roque Moraes ; Iana Audino.
searom@pucrs.br

O artigo apresenta e analisa elementos de uma proposta de organização de uma disciplina em nível de graduação tendo como base o educar pela pesquisa, teorias sócio-culturais, com uso intenso de espaços de Internet e de ferramentas da informática. Os resultados da pesquisa mostram que esse tipo de proposta possibilita aos alunos se assumirem sujeitos dos processos pedagógicos, constituindo espaços válidos e viáveis para que alunos de graduação se assumam em suas autorias, reconstruindo seus conhecimentos no sentido de sua gradativa qualificação e aproximação de conhecimentos acadêmicos com caráter científico.

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TEXTOS COM ERROS CONCEITUAIS E O ENSINO DE FÍSICA
Ruberley Rodrigues de Souza e Paulo Henrique de Souza
ruberley@cefetgo.br

Neste trabalho propomos a utilização de textos paradidáticos nas aulas de Física, com a finalidade de observar e discutir conceitos físicos e detectar possíveis erros conceituais que porventura possam apresentar. Desta forma, poderemos conscientizar os alunos a fazer uma leitura mais crítica dos textos encontrados em seu dia-a-dia, o que é um dos objetivos principais do ensino formal. Para isso, elaboramos dois textos, contendo alguns “absurdos” conceituais envolvendo conteúdos de Mecânica, Física Térmica e Eletricidade, com o foco das atenções desviado para temas comuns no dia-a-dia das pessoas. Apresentaremos resultados da aplicação destes textos em turmas do Ensino Médio e de Licenciatura em Ciências do Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás (CEFET-GO), discutindo e analisando as argumentações feitas pelos alunos.

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TEXTOS NO ENSINO-APRENDIZAGEM DE CIÊNCIAS: PRIMEIRAS EVIDÊNCIAS A FAVOR DE UM MODELO DE TRABALHO BASEADO EM TEORIAS DE LEITURA
Rogério Gonçalves Nigro e Silvia L. F. Trivelato
rognig@uol.com.br

Neste trabalho desenvolvemos, a partir de teorias de leitura, um modelo para abordar os textos usados no ensino-aprendizagem de ciências. Fazemos inferências do modelo para a estruturação de textos e as testamos, através da adaptação de diferentes textos que foram lidos por 33 leitores de aproximadamente 14 anos. Os resultados apresentados indicam que o texto modificado de forma a promover uma leitura mais interativa-construtiva dos estudantes associou-se a melhoras na velocidade de leitura, nas atitudes em relação ao texto, no entendimento dos leitores imediatamente após a leitura e na manifestação de produções escritas mais longas. São discutidas possíveis implicações práticas do modelo, uma vez testado e aprovado, para autores e professores de ciências.

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TEXTOS, SUJEITOS E DISCURSOS: APROPRIAÇÕES DE TEXTOS DE CIÊNCIAS POR FORMADORES DE PROFESSORES
Isabel Martins; Guaracira Gouvêa; Maíra J. Oliniski; Letícia Terreri; André Vitor F. dos Santos; Adriana M. Assumpção
mjansen7@gmail.com

Este trabalho apresenta algumas considerações acerca das apropriações de textos realizadas por dinamizadores de oficinas para professores de ciências, com o objetivo de identificar como os primeiros transitam entre os discursos dos campos científico e pedagógico nessas práticas educacionais. Para tal, utilizamos entrevistas gravadas e observações videogravadas dessas oficinas e, em consonância com um referencial teórico fundamentado em Bourdieu, realizamos as análises dos nossos dados. Observamos que durante as oficinas são produzidos discursos híbridos, característicos de habitus lingüísticos do campo científico e do campo pedagógico, destacando-se a hegemonia de um, associado às articulações que o dinamizador realiza a partir de seu capital cultural e social. Mas quando pensamos a formação continuada de professores, será que precisaremos buscar a desestabilização desse habitus? Propondo que haja uma troca intensa entre os campos científico e pedagógico no sentido de possibilitar deslocamentos aos agentes sociais, para que não permaneçam somente em um campo.

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UM OLHAR SOBRE A LINGUAGEM EM TEXTOS DIDÁTICOS DE CITOLOGIA
Patricia Montanari Giraldi; Suzani Cassiani de Souza
patriciagiraldi@yahoo.com.br

Tendo em vista o papel desempenhado pelos livros didáticos na escola atual, o presente estudo teve como objetivo investigar o uso e o funcionamento de analogias em textos didáticos, enfocando alguns conceitos/fenômenos de citologia. Nossas análises são permeadas por discussões que levam em conta a linguagem em uma perspectiva discursiva. Para tanto, nos embasamos em um referencial teórico/metodológico que leva em conta essa dimensão da linguagem: a Análise de Discurso de escola francesa. Entre os principais resultados, constatamos o uso de analogias mascarado por uma intenção de linguagem científica e a naturalização de analogias nos textos, produzindo um apagamento das mesmas Assim, por meio da pesquisa realizada foi possível identificar diferentes formas de uso das analogias e, com base nisso, estabelecermos alguns parâmetros sobre o modo de funcionamento das analogias nos textos analisados.

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UMA ANÁLISE DA LINGUAGEM GEOMÉTRICA NO ENSINO DE MATEMÁTICA
Ana Sheila do Couto Trindade Moraco, Dr. Nelson Antonio Pirola
anbia@uol.com.br

Este trabalho tem as suas raízes em situações de ensino e aprendizagem vivenciadas em sala de aula através do desenvolvimento de atividade que avalia o conhecimento geométrico de alunos do ensino médio. As ações propostas foram analisadas de acordo com os níveis de conceituação da teoria de Van Hiele. O estudo teve como objetivo caracterizar como alunos de ensino médio percebem a linguagem geométrica e suas propriedades no ensino de geometria em matemática.

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UMA APLICAÇÃO DO MÉTODO MATERIALISTA HISTÓRICO E DIALÉTICO NA ANÁLISE DO DISCURSO DE DOCENTES
Terezinha Mariuzzo e Sueli Terezinha Ferreira Martins Martins
tmariuzzo@yahoo.com.br

Neste artigo, demonstramos a utilização do Método Materialista Histórico e Dialético, de Karl Marx, aplicado por Vigotski à Psicologia, para analisarmos discursos de professores, de uma escola pública, sobre o tema sexualidade. Pelo método, parte-se do concreto idealizado, da visão intuitiva do fenômeno, ainda não submetido à análise, desvela-se suas multideterminações psicológicas, históricas, sociais, políticas, econômicas e ideológicas; e, aos poucos, expõe-se a visão real, o concreto pensado, desvelando-se sua construção, imersa nas contradições dos interesses econômicos e políticos, ao longo da História da Humanidade. Partimos de categorias empíricas destacadas nos discursos, identificamos os núcleos de significação, revelando a consciência do professor em sua fala. Os resultados apresentam-se através desses núcleos de significação obtidos, nos quais a sexualidade aparece carregada de negações, senso comum, preconceitos, proibições, tabus e silêncios; enfim, a escola ainda não está cumprindo seu dever de humanizar os indivíduos que por ela passam.

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UMA METODOLOGIA DE ANÁLISE E COMPARAÇÃO ENTRE A DINÂMICA DISCURSIVA DE SALAS DE AULAS DE CIÊNCIAS UTILIZANDO SOFTWARE E SISTEMA DE CATEGORIZAÇÃO DE DADOS EM VÍDEO: PARTE 1, DADOS GERAIS
Eduardo F Mortimer, Tomas Massicame, Andrée Tiberghien e Christian Buty
mortimer@netuno.lcc.ufmg.br

Este trabalho descreve metodologia de análise de dados de sala de aula registrados em vídeo, na qual algumas ferramentas analíticas pré-existentes (Mortimer e Scott, 2002 e 2003; Buty, Tiberghien e Le Maréchal, 2004) foram adaptadas para permitir a categorização dos dados em vídeo em tempo real, utilizando um software desenvolvido pelo IPN-Kiel, Videograph®. Neste artigo são descritas 6 dos 8 conjuntos de categorias utilizadas e apresentados os resultados quantitativos da análise de duas salas de aula francesas de ensino médio. Nelas, dois professores diferentes aplicaram seqüências de ensino diferentes para o mesmo conteúdo, que faz parte do programa oficial de física do ensino médio na França, no contexto do ensino de mecânica: interações e introdução ao conceito de força. Os dados quantitativos analisados neste artigo revelam diferenças significativas entre as duas classes, em relação às dinâmicas discursivas adotadas e ao peso e natureza da participação dos alunos.

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UMA METODOLOGIA DE ANÁLISE E COMPARAÇÃO ENTRE A DINÂMICA DISCURSIVA DE SALAS DE AULAS DE CIÊNCIAS UTILIZANDO SOFTWARE E SISTEMA DE CATEGORIZAÇÃO DE DADOS EM VÍDEO: PARTE 2, DADOS QUALITATIVOS
Eduardo F Mortimer, Tomas Massicame e Andrée Tiberghien
mortimer@netuno.lcc.ufmg.br

Este trabalho descreve metodologia de análise de dados de sala de aula registrados em vídeo, na qual algumas ferramentas analíticas pré-existentes (Mortimer e Scott, 2002 e 2003; Buty, Tiberghien e Le Maréchal, 2004) foram adaptadas para permitir a categorização dos dados em vídeo em tempo real, utilizando um software desenvolvido pelo IPN-Kiel, Videograph®. Este artigo dá prosseguimento ao artigo também submetido ao V ENPEC (Autores, 2005), no qual foram apresentados os dados quantitativos resultantes da aplicação de 6 dos 8 conjuntos de categorias na análise de duas salas de aula francesas de ensino médio (Second de Lycée). Neste artigo procedemos a uma análise qualitativa com o objetivo de mostrar como as diferenças mostradas entre as duas classes na parte 1, em relação às dinâmicas discursivas adotadas e ao peso e natureza da participação dos alunos, se traduzem em diferentes estratégias e formas de enunciação nas duas salas de aula.

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Organização: Roberto Nardi e Oto Borges
Elaboração: Edvaldo Lima da Silva e Sérgio Camargo